Gosto amargo do fel
À boca da alma borbulha
Incompreensão não rasga o véu
Não se acende uma fagulha

Sentimento desgostoso
Estado de ebulição
Evapore esse ar melindroso
Renove o seu coração

Dentro de si está a saída
A vida com seu doce sabor
Com ela mora a sabedoria
Que transforma o peito sofredor

Pedra bruta em outro tempo
Mas lapidada pela divina mão
A única que traz o sustento
A verdade da razão

Alma amarga
Só você pode se ajudar
Enfrentar sua jornada
Seu caminho interno trilhar

Ninguém pode te acompanhar
Cada um é que passa sozinho
Sente cada detalhe do seu pisar
E o aconchego do próprio ninho

Onde tem tudo que precisa
Para pintar a sua tela
Pincel e cores da vida
Lindos tons na aquarela

Gosto amargo do fel
À boca da alma borbulha
Incompreensão não rasga o véu
Não se acende uma fagulha

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Márcia Rocher – Apucarana/PR