Foragidos da verdade
Acomodados na escuridão
Mas como alcançar a liberdade
Trilhando o inverso da razão?

Os frutos da sua terra
Anunciam o seu engano
Ervas daninhas proliferam
E crescem os atos profanos

Sempre busca uma defesa
Uma justificação
Fazendo-se assim uma fácil presa
Dilacerando o próprio coração

Sentimentos predadores
Não lhe deixam nem pensar
Quiçá alguns momentos de amores
E com a sabedoria voar

Mas fechou a sua porta
Trancafiou suas janelas
Desviou o seu olhar
Não vi a luz na sua tela

Mas a verdade é nua e crua
E não tem como escapar
E se a alma for achada nua
Não terá tempo de mudar

Os olhos do entendimento
Corromperam-se na ilusão
De longe ouço os lamentos
Infortúnios da tua imensidão

Não adianta correr
Lá fora não está a saída
É tempo de se render
E dar as mãos a sabedoria

Por Michele Mi
Tema sugerido por: Maria Lúcia – Martins/ RN