Subo alto lá no céu
Em meio ao azul da imensidão
A chuva serôdia desce como um véu
Entre as nuvens brancas de algodão

A verdade destila seu mel
Adoçando minha alma mansamente
Quero tirar o amargo do fel
E abrigar as almas carentes

Que suplicam pela liberdade
Que choram suas dores
Que desfalecem pela cidade
Procurando seus amores

Fonte inesgotável
Que brota do meu ser
Rocha em mim assentada
Essência do meu viver

Quanto mais eu me sacio
Mais transborda meu coração
Vou seguindo meu destino
Plantando a semente da compreensão

Quanta satisfação eu sinto
No profundo das minhas entranhas
Meu ventre, meu próprio imo
Sustenta uma linda criança

Que aguarda seu momento
Sua completa estatura
Crescendo no sentimento
Tornando a alma em candura

Venha! Me dê as mãos
Vamos voar com a sabedoria
A excelência da razão
Nos afeiçoa com maestria

Por Michele Mi