Que seja na dose certa
Conforme a necessidade
Ingredientes que temperam
Energia e saciedade

Eu gosto mesmo é de metaforar
Falar da vida e seu sabor
O que a alma deve provar
O sentimento do amor

A compreensão não tem limites
Se nossa fome for de saber
Mas quando a tolice insiste
A alma vem a fenecer

A ilusão se apresenta em um bom prato
Enchendo os olhos de vontade
Engoda o ventre no ato falho
Quebrando as asas da liberdade

A verdade por vezes amarga
Desce na garganta como fel
Necessária para alma manter-se acordada
Rasgando o engano e seu véu

Mas rejeitas o alimento
O remédio que traz a cura
As porções de entendimento
Que a vestiriam de candura

Seja doce ou salgado
Mas que venha do divinal
Mantendo meu imo farto
Do banquete celestial

E reparto com muito prazer
Os manjares de sabedoria
O bem que devemos reter
A vida que nos sacia

Por Michele Mi
Tema sugerido por: Márcia Rocher – Apucarana/PR