Todos os dias às vejo
Sendo espalhadas nas terras
Pelos bicos dos passarinhos
Por toda essa esfera

Mas cadê a fertilidade
Das almas inconstantes?
Não criam laços com a verdade
Constroem nós com instantes

É necessário trabalhar o campo
Fofar e adubar
Nossa alma, nosso âmago
E deixar a chuva regar

Conscientizar é o princípio
Mas quem entende essa linguagem?
Porta estreita em nosso imo
Que rompe as fronteiras e inicia a viagem

As sementes do céu habitam no interno
Quem a encontra quer compartilhar
As palavras do ventre proliferam
Mesmo sem alguém para escutar

A esperança é encontrar
Uma incubadora que a receba
Fazendo-se ninho e lar
E naturalmente ela cresça

Sabedoria e simplicidade
Amigas inseparáveis
Que nos conduz à excelência da verdade
Por um caminho de pura claridade

Elas querem germinar
E produzir seus lindos frutos
Nossa alma libertar
Lapidar o que era bruto

Por Michele Mi 

Tema sugerido por: Márcia Rocher – Apucarana/PR