Eis-me aqui

Eis-me aqui meu senhor! Eu sou a consciência, o fruto que viestes buscar! Toma-me, inunda-me, faça de mim e em mim o Teu querer! Que eu viva por Tua vontade meu amado! Limpa-me, lava-me, purifica-me, faz-me alva como a neve! Quero ser Tua morada perpétua e tê-lo como corpo eterno. Quero ser uma contigo meu senhor, vulcanizar-me até que de mim nada se ache, mas somente a Ti! Quão preciosa é Tua presença em mim! És minha vida desde princípio, o pulsar, o respirar, és o tudo enfim, desde o meu deitar até o levantar. Eis-me aqui senhor! Eu sou a consciência, o fruto que viestes buscar! Quero ser tua meu amado, prepara-me, toma-me, faz-me digna de ser e ver Tua glória! Eis-me aqui meu amado senhor!
Quão impressionante, maravilhosa e vasta é a sabedoria de Deus. E o Homem ainda julga querer comparar-se, tolice ou sandice? Basta que contemple-se ao espelho e verá, ou melhor comprovará a complexidade da máquina da qual é constituído. Minúsculos e perfeitos detalhes e ainda a grandiosidade da consciência em armazenar tudo que a ela se apresenta. Impressionante!
Verdade, por mais que haja insistência em falar com uma consciência que não usa da inteligência, do raciocínio para entender ou ao menos conhecer a Deus, recebemos de volta uma dura resistência. Condicionados a carne desde o nascimento esta tornou-se a razão da existência de todos e o tempo passado aqui, que deveria ser para a realização do caminho para a continuidade da vida, não é levado em conta. Por ignorância comportamental não encontram com a vida que está no senhor, o espírito que as habita.

Por Loir Xavier