Caim é um dos personagens primórdios, descrito, portanto no antigo testamento, filho de Adão e Eva, cultivador de terras, irmão de Abel, o qual assassinou movido pelo ciúme e pela inveja. Seu nome Caim, em hebraico, significa “lança”.

Após o assassinato de Abel por Caim e sendo este amaldiçoado, fugiu para a terra de Node onde conheceu sua mulher, a qual segundo historiadores pode ter sido uma de suas sobrinhas, haja visto que os homens da época praticavam esse costume, casou e teve filhos.” Sua genealogia é: Caim gerou Enoque; Enoque gerou Irade; Irade gerou Meujael; Meujael gerou Metusael e Metusael gerou a Lameque, que teve duas mulheres, Ada  que gerou Jubal e Jabal  e a outra , Zilá  que gerou Tubalcaim e sua irmã Naamá.

Os descendentes de Caim, incluem homens que se distinguiram pela pecuária nômade, por tocarem instrumentos musicais, por forjarem ferramentas de metal, bem como alguns conhecidos por praticarem a poligamia e a violência.” Sua descendência física chega ao fim com o dilúvio!

Contudo, as marcas deixadas pelos atos de seus descendentes, bem como e principalmente dele próprio, perpetuaram-se em todas as consciências, as quais tomadas pelo engano, ainda hoje matam o espírito de Deus em si, em favor da carne. Devo mencionar que em analogia, Caim e Abel representam as duas existências em nós: a carne e o espírito.

Sua consciência era tomada por sentimentos vis como a inveja, o ciúme, a ira, os quais o afastaram da presença de Deus e de Seu propósito, tornando seu fruto indigesto.

Hoje, fica claro aos olhos de quem enxerga o propósito de Deus, quantos milhares, milhões, bilhões de Cains que existem e povoam a Terra, errantes, vagando sem direção, capazes de cometer (e cometem) atrocidades contra o seu irmão, matando também dia a dia o Senhor de suas vidas.

Em seu campo, sua consciência, Caim recebeu e lançou a semente do mal, à qual brotou e ramificou, cresceu e frutificou. Uma consciência sórdida, maquiavélica, dominada pelo engano, que foi por herança recebida pelos seus e que perpetua por escolha das próprias consciências em subjugar-se, escravizar-se em  seus domínios, matando dia a dia o Senhor de suas vidas!

Por Loir Xaxier