O nome já remete à duas condições: escravidão e liberdade. Por muito tempo seres humanos foram caçados, capturados, comercializados, tratados como animais, obrigados ao trabalho forçado, enfim, escravos por conta da cor de suas peles. Ainda hoje continuam escravos por conta do mesmo motivo e o que os prendem, apesar de terem sido ressarcidos seus direitos, é o preconceito. Porém, vejo que a escravidão impera em todas as consciências, desde sempre. Hoje, a escravidão carnal presente no sistema, continua forçando as consciências ao trabalho forçado, de sol a sol, dia após dia, pela própria escolha de querer ter ao invés de ser, e a noite ainda continuam lidando com o turbilhão de emoções que assolam-nas. Enfim, a consciência fica como um rodamoinho, onde o trabalho nunca cessa, longe de sua alforria. Liberdade! Sem dúvida alguma é o que mais desejam. Liberdade de seus temores, de suas dores, que lhes traga paz, mesmo tendo a falta do pão. A ausência de tal liberdade incorre pelo erro de função. A alforria já veio, já está, basta sentir, confiar e deixar transbordar!

Por Loir Xavier