Não somos pássaros, contudo alçamos voos e podemos ir, assim como eles, ao mais alto dos céus, a escolha está em nossas mãos! A liberdade é um dos atributos ou valores mais apreciados pelo Homem. Para alcançar a liberdade já foram feitas manifestações, revoluções, guerras foram travadas. Sabemos que a liberdade não é somente uma condição, mas um estado da consciência. Nascemos para sermos livres, porém nos fizemos prisioneiros! Prisioneiros por e de nossas próprias vontades. Então, como bater as asas? Asas! Obviamente que não as temos, contudo usamos tais palavras como forma de expressão, para exemplificar através da liberdade alcançada pelo pássaro, quando a partir do momento em que se lança ao voo não sente-se mais preso e suscetível aos perigos do ninho. Sabemos também, que a liberdade propriamente dita concernente a nós, é a que vem do senhor, o espírito da vida, o Cristo.

Através Dele sim, somos libertos e desligados de tudo que possa impedir-nos de sermos verdadeiramente livres, de e na consciência, o que certamente refletirá no viver. Entretanto para que nossas asas alcancem a destreza do voo, que nos possibilitará desfrutar de plena liberdade, necessário se faz a compreensão, o entendimento, a entrega e a realização de cada passo dentro do propósito de Deus, a fim de que sempre possamos cumprir com o “permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, ao jugo de escravidão. “Para que uma vez livres” não useis da liberdade para dar ocasião à carne…”, como nos aconselha nosso irmão Paulo. Asas? Obviamente não as temos, mas certamente alçaremos voos nas asas do espírito santo de Deus, o nosso anjo alado, basta cumprir em nossas consciências a Sua vontade que ela, a liberdade, virá. Então, com a mesma leveza dos pássaros subiremos feito águia, dentro de nós tudo reluzirá como aurora boreal, numa explosão de sentimentos infindos espirituais.

Por Loir Xavier