Combater o bom combate!

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé…”

Frase bastante conhecida dita por Paulo e que hoje enfeita muitas e muitas lápides por aí afora. Mas quantos, se pudessem, poderiam afirmar tal feito???

Combater, segundo o dicionário é lutar contra ou em favor de algo, pelejar, batalhar, guerrear, abdicar.

Estamos dentro de um propósito que consiste em aniquilar a carne de nossas consciências e este é o combate ao qual devemos estar armados constantemente para que não venhamos a sucumbir em suas maléficas vontades. Nossas consciências são como um campo minado, cheio de ciladas preparadas para nos derrubar e destruir. Ciladas essas, plantadas por nós mesmos, por conta da enorme suscetibilidade ao qual nos expomos, causadas pela ligação nutrida diuturnamente ao longo do tempo vivido com e pelo engano. São granadas armadas, bombas com alto poder de destruição, aterradas profundamente, as quais é necessário desarmar, limpar, retirar do campo, para que no lugar de destruição e morte, cresça lindas flores.

Esse combate parte de nós e em nós! Deve ser batalhado com a intrepidez de um guerreiro que não desiste da luta, que sabe que há em sua frente, retaguarda, por todos os lados e direções, o comandante do exército eterno, guiando e juntamente batalhando, blindando à medida que se avança no front. Combater o que se acarretou a si próprio é tarefa árdua, mas com objetivo definido e como prioridade, que requer persistência, perseverança, sem esmorecimento, haverá vitória. Embora algumas vezes venha a ser tentado a desistir, pois o inimigo está ao derredor pronto para roubar, matar e destruir. Que estejamos sempre prontos! Que eu esteja sempre pronta, armada para a luta que é constante, avançando e nunca retrocedendo, até que como bom soldado do reino possa dizer: “completei a carreira e desde agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia” e não somente a mim, mas também a todos os que cumprirem em suas consciências o querer e a soberania do Senhor!

Por Loir Xavier