É assim a condição de toda consciência nesse mundo. São cárceres profundos, escuros, que as impedem de ver e sentir a luz, ou o toque da brisa fresca do vento. São calabouços internos que as fazem sangrar, tirando aos poucos o fôlego de vida, que se esvai. São grades de uma prisão instituídas pelas próprias a si mesmas, por ligações, ligações e ligações, apresentadas e oferecidas pelo engano, e para as quais não houve recusa. Já não reconhecem a liberdade pelo fato de estarem ligadas de toda forma ao que as aprisiona, que incorporou e dominou completamente suas consciências. Já não sentem o exalar do perfume inebriante da liberdade. Mas a liberdade continua sendo falada, cantada, poetisada, propagada e seu doce perfume alcançará os olfatos cativos que anseiam e buscam por serem libertos de seus velhos fétidos e sombrios cárceres, para enfim desfrutarem de sua maravilhosa luz. A liberdade derruba grades, quebra correntes, extingue prisões. É a vida encontrada no espírito de Deus, a porção da vida que liberta, liberta…liberta!

Por Loir Xavier

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