O ser humano por si só enaltece-se. Faz-se grande, cheio de si, dono de sua própria verdade. Acredita que se basta, que foi criado, nasceu e vive para ser servido. Se faz senhor de si próprio. Cheio de soberba, arrogância, egoísmo e todos os “ismos”. Fia-se no que tem e cresce no poder, rendendo a si mesmo a glória, tornando-se seu próprio deus. Busca quando precisa de favorecimentos carnais, sejam eles bens materiais ou cura, um deus fantoche, ventrilogo, gênio da lâmpada pronto á realizar todos os desejos por amor incondicional. Mas outra vez vale citar que estamos dentro de um propósito, no qual temos uma função a desempenhar, um papel a cumprir em benefício de um Deus que ama aqueles que tornarem-se em suas consciências, demonstrando em suas ações que vivem segundo o espírito que nos vivifica e instrui. Somente assim seremos tal qual relva verde na encosta da montanha, que renova-se a cada manhã com o orvalho vindo da fonte da vida eterna.

Por Loir Xavier