É aquela que ocorre de forma inesperada tanto com pessoas doentes, quanto com pessoas consideradas sadias ou sem nenhum problema de saúde aparente e sem que tenha havido qualquer trauma, violência ou acidente que justifique a morte.
Hoje são bilhões de consciências vivendo nesse mundo! São rostos e rostos, com características diferentes, nomes que não conhecemos e que nunca pronunciaremos, olhares com os quais jamais cruzaremos.
Entretanto e apesar das diferenças, das distâncias, há algo que nos tornam iguais, o fato de estarmos todos dentro de um mesmo propósito e vale lembrar, único. Há também uma peculiaridade comum as consciências, em quase sua totalidade, salvo alguns (pequeno rebanho), estão todas vivendo lentamente suas mortes súbitas, embora a vida, que é e está no espírito de Deus, ainda esteja agindo nelas. Analogicamente falando, estão todas sofrendo as dores de um coração fora do compasso, numa arritmia louca pelo mundo, pelos desejos da carne, sofrendo de asfixia, deleitando-se em seus delitos.

Não se dão conta de que a vida é efêmera e acaba num instante, como um raio inesperado. Não se atentam para os prenúncios do fim que se alardeiam nos acontecimentos, como numa forma de chamar a atenção, a fim de que busquem ao senhor enquanto ainda o podem achar, embora saibam que a morte da carne é certa e que um dia virá para cada um. Porém, desnecessário é passar pelo ardor da eternidade consciente separado de Deus, tendo ainda a vida e o corpo eterno junto a si. Mas, tarde será quando a morte abrupta chegar e de súbito encontrarem um vazio imenso e eterno, onde a vida não mais existirá, somente o ardor da tão temida morte, morte eterna!
São bilhões condenando-se a morte súbita da consciência por não realizarem em si o intento do Senhor e por mais que se pregue a verdade, a libertação e que se mostre o caminho, ainda assim preferem o precipício!

Por Loir Xavier