Caminham sem saber para onde. Vivem sem saber do porque. Existem sem saber de sua real existência. Enfim são tantas as incertezas, dentro de uma certeza vã, que se vêem como se dentro de um redemoinho, levando-os para todos os lados na fúria da tempestade. Cada qual, dentro da teoria do usual “achismo”, onde em cada esquina deparam-se com uma promessa fácil de salvação da tão temível morte carnal, e agarram-se a elas com unhas e dentes. São consciências extremamente inteligentes, capazes de criarem ens invenções funcionais e facilitadoras da vivência humana, mas por outro lado e no que mais importa são completamente nescios, uma cavalgadura em forma de pessoa. Nada sabem de si, o que são, qual sua função, mas conhecemos e sabemos para onde vão, pois vivendo na contramão, vazio eterno herdarão.

Por Loir Xavier