E assim como em uma peça teatral, cada consciência tem o seu personagem. O mundo é o palco perfeito para o desenrolar da trama e onde cada qual atua em seu próprio favor, movidos pela ardilosa diretora, que as incita à atuarem com fervor, a cada ato. Vestem-se literalmente de seus personagens, sendo capazes de enganar, mentir, ludibriar…matar! O importante é chegar ao auge, a realização dos desejos, os meios há muito deixaram de ter importância. E com isso encenam cenas épicas, cheias de comoção, que levam a ardilosa diretora, que por si mesma muda todo o roteiro, ao delírio e a querer mais e mais de cada personagem, que por nunca estarem satisfeitos, desdobram-se com afinco para satisfazê-la, afinal a peça tem curta duração em cartaz. E o Autor? Bem, estão tão corrompidas que já não o buscam pelo que é, mas pelo que Ele supostamente pode acrescentar as suas misérias. Não o conhecem ou sentem Sua porção, apenas clamam por satisfação. Ao final de cada espetáculo, por não seguirem o roteiro escrito pelo Autor, cada consciência ,já desfeita de seu personagem, seguirá para atuar em uma peça eterna de horror!

Por Loir Xavier