Morrer, morrer e morrer para o mundo. Sentir que está morrendo realmente e não tornar atrás, afinal esta é a preparação para o dia final em que o espírito tornará a Deus e o objetivo da consciência que tem ciência do propósito e propõe-se a vivê-lo é seguir com ele para a vida eterna. Preparar-se sempre, diuturnamente, constantemente! É no interno que acontece, bem lá dentro. O desligamento, o tempo de cortar todos os cordões que prendem a consciência ao externo. Por isso usa-se muito a expressão destemida, corajosa, pois há que ser realmente. É uma luta travada contra si mesmo, contra o eu que sempre quer vencer. É relutar contra o cheirinho que muitas vezes chega agradável do banquete carnal oferecido à consciência. É descobrir que a fortaleza que habita em cada um é o abrigo de todo e qualquer temporal. Desnudar, expor-se, revelar as inúmeras falhas com a certeza de que o remédio eficaz, a cura agirá. É a certeza de que ainda há o que limpar, por mais que sinta-se limpo, pois há que ser alma pura, alva. É perguntar-se: quanto falta? Ainda falta!

Por Loir Xavier

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