Fazer uso da razão para estabelecer relações entre (coisas e fatos), para entender, calcular, deduzir, julgar (algo), refletir, enfim raciocinar. O Criador Deus estabeleceu Seu intento, criou o mundo e tudo o que nele há a fim de que Sua principal criação não tivesse necessidade de nada. Criou-a do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, dando a ela uma porção de Seu espírito e a cercou, com todo cuidado e esmero, do melhor desta terra para que produzisse a consciência, o fruto para o Seu benefício. Dotou-a de funções, dentre elas a racionalidade para que assim esta soubesse discernir entre o bem e o mal, dentre outras coisas. Tudo que o Senhor Deus criou foi para que o Homem realizasse Seu intento, mas… bem, o restante da história já sabemos.
Pois bem, após todas essas considerações, vamos ao ponto a ser abordado: o raciocinar. O raciocinio é uma das funções da consciência e através do qual, esta desempenha outras. Sendo assim, ele é fundamental para que ela, a consciência, cumpra com todas as funções das quais é dotada. Mas o que é raciocinar? Em meu conceito, raciocinar é ponderar e considerar todos os pontos de uma situação, a fim de entendê-la, com o intuito de determinar as ações em torno da mesma, com o objetivo do bem comum ou de si próprio. Se o raciocínio é uma peça fundamental nas diversas situações do cotidiano, que dirá em relação ao propósito de Deus, que é a razão central e única da existência humana. Portanto, é preciso fazer uso deste para chegar ao pleno conhecimento e entendimento do propósito e por conseguinte de Deus e assim descobrir-se pelo que de fato se é. Contudo, não meramente para suprir a curiosidade existencial, mas como fator determinante nas ações em torno da realização do propósito, pois isso implica na vida eterna junto à Deus.

Por Loir Xavier