Pela obediência fostes reconhecido e pela confiança fostes confiado, no coração havia um só sentido, que o nome de Deus fosse exaltado. Quem diria que entre folhas secas a sabedoria reinava, um plano o céu soprava-lhe ao pé da orelha, e à mão carregava sua espada. Aguardava em sua terra as ordens que o anjo lhe dava, a intenção era ganhar-se na guerra ao lado direito de quem contemplava, o Altíssimo, o qual lhe trouxera até aquele momento, sua confiança era tamanha, sabia que venceria seu intento. A vitória é certa para àquele que busca abrigo no senhor, e assim exerceu seu enredo, tudo em nome do amor. Discorreu conforme foste ordenado, e em tudo o que Deus lhe prometeu, fostes também honrado. Metaforicamente a espada representa a palavra, da sabedoria repentinamente vestiu-se e puseste sua boca afiada. Sem temer, mas com temor, lutou incessantemente até vencer, nem mesmo a morte o amedrontou.
Assim são os guerreiros do céu, dispersam em si a covardia, preferem provar do fel mesmo que abram em si sangrias, as quais escorrem, não os deixando pálidos, pois a verdade engolem, degustam-na tornando-se sábios.
Nada tira de suas mãos a gana de poder vencer, lutam com o coração, e nada tem a perder. Pisam sobre as folhas na estratégia de mostrar-se em milhões, e quem não os acompanham, aos pés acorrentam grilhões.

Patricia C.