Texto poético: “Caminho de bonança”

O amor fez-me enxergar, que mesmo diante a guerra podemos sentir a paz, a questão é como o vemos ao trilhá-lo, é você quem traz-lhe dor ou alacridade. Molhei-me pelas tempestades, sequei-me em ventos fortes, tropecei em muitas pedras, caí, senti bem de perto a morte, no chão permaneci, foram tempos difíceis, mas fui eu quem escolhi, eu quem quis assim. Confundimos muito a liberdade com o livre arbítrio, tornamo-nos libertinos pela falta de um bom juízo. A liberdade lhe dá asas, mas põe os seus pés no chão, traz realidade a sua casa e sabedoria ao seu coração. Aos libertinos não há limites, correm descontrolados, mesmo sofrendo as consequências, insistem, em ter o imo em fel amargurado. Seria tão bom que a compreensão invadisse suas casas, só assim seriam apresentadas à calma, em brisa leve seriam suas almas, um mar adornado em algas. A tempestade cessou, enfraquecido ficou o vento, o caminho tranquilizou, e aos poucos fui me envolvendo. Mudei a direção, segui o meu catavento, alternei meu coração, discorri em busca do tempo. Era hora de apressar-me, sair de toda ilusão, o segredo estava na chave, que abriria-me à imensidão.
Autoestrada da vida, um caminho de bonança, no interno estava esta via, e ao vê-la encontrei com a esperança. É como ouvir o canto dos pássaros, e ver as ondas deitarem na areia, é como ver a tranquilidade num lago, por isto meu coração pranteia, é a alegria por descobrir-me e sentir firme minhas pegadas, à liberdade abri-me, e suas asas fez-me morada.

Por Patricia C.