A incompreensão causou-lhe dor, fez-lhe rastros incontáveis, um interno sofredor, cortes de enganos infindáveis. Profundos, inflamados pelas cores fúnebres deste mundo, um imo confuso, anestesiado, sem direção e sem rumo.
Ponteiros que circulam, incessantemente, o olhar da ilusão não desvinculam, inconsequências sucessíveis à mente.
Formou-se Patagônia interna, devido suas bolas de neve, agonia que ecoa, reverbera, e mesmo assim ela segue. Sem base, em flashes dos seus desastres, talvez fora covarde, não importando-se com as rupturas no encalce.
Ferve mas não aquece, de gotas salgadas tece-se, a tristeza não mais a aborrece, é incítrica, faz parte, e mesmo assim ela segue.
Pensa ser próprio ao olhar tantas marcas escritas que num passado tão próximo, sente hoje, o que dantes foram vividas. Seus traços cicatrizam, mas seu sentimento não, mesmo que não verbalizam continuam no coração. Pressão psicológica causada pela própria consciência, somente no estado sóbria conseguiria curar tal doença, a qual ainda fere ao registrar suas marcas, e que em nada difere-se o espelhar de sua alma amarga, em seus dias morre em lembranças e não conheceu a liberdade, tão pouco, encontra-se criança em meio a alacridade.

Patricia C.