Poesia: “Como um farol”

Elevou-se em lume
Vestiu-se em brilho
O cintilar era seu allure
E o direcionar mostrava o sentido

Iluminar os navegantes
Por dentre estes mares
Trazendo paz aos tripulantes
Dando coragem aos covardes

Dançava lentamente
Como valsa afinada
Sua luz adentra sutilmente
Às almas que estão cansadas

Clareando tudo a volta
O sentir deitava em colo
Calmaria que transborda
No cais do imo simplório

Tira o temor da noite
O qual assombra os fracos
Desenha em sombra a ponte
E detalha todo seu traço

Faz o céu espelhar em mar
E as estrelas parecerem flutuar
Às águas se põe a balançar
Como criança a brincar

O mundo gira
E assim o farol inspira
É a centelha da vida
Formando as letras em rima

Até a lua envergonhou-se
Diante a luz que permeava
Tão tristinha minguou-se
Parecia que chorava

Eram as gotas do céu
Choro de felicidade
Em barquinhos de papel
Carregados de alacridade

Um porto seguro
Instalado no coração
Dando cabo ao que era escuro
Transformando-o em clarão

Por Patricia C.