Pernas ponteiros, que correm sem cessar, deixou para trás o tempo o qual nunca mais voltará. Acenava à lembrança dentro do peito perdido, o que mais sentia era a infância, um tempo jamais esquecido. Eram as gargalhadas da pureza que marcaram este estágio sublime, onde o tempo fez perder tal destreza pelo tolo regime que oprime. Cortado em etapas, entre períodos distintos, poucos, com recordação que não se apaga, e muitos, de deixar o coração aflito. Estes não voltam neste tempo, a não ser em nossas memórias, e tudo o que há de fazermos é desvencilharmos dessa parte de nossas histórias, o que é passado é passado, e o presente nos reserva a esperança do nosso futuro, principalmente no que foi traumático, que o derrubemos junto ao nosso muro, este feito de pó, que não merece ser rememorado, por um dia ter nos dado um nó, deixando-nos retrógrados amarrados.

Bom mesmo é sabermos que há uma eternidade onde o tempo não pode contar, lugar que habita felicidade, e o infinito é o espaço a adentrar. E o recordar será expressivo, alegre feito criança, uma passagem com brilho, pelo portal perseverança. E será tanta euforia que enterrado ficará o tempo que não volta mais, onde o amor e a sabedoria, fará em nosso porto seu cais. Os ventos arrastam as folhas secas, e o tempo dissolve o mal, enquanto tem tempo não o perca, do contrário serás abissal.

 

Por Patrícia Campos