Desenhou-se em véu
Quase um espelho do céu
Sem cordel, nem papel
No alto o arranha-céus

Ondulatória em águas
Minuciosamente
Sobre elevações e depressões são formadas
Feição icônica do ambiente

Vestimenta em gotas
Enfeites à beira são conchas
Codinome, pseudônimo ondas
Variação de pressão em soma

Ar que transpassa
Entre as cristas e vales
Irregularidade na superfície da água
Eis um fenômeno que invade

Olhos nem piscam
Ao encantamento de tal beleza
Refletindo o brilho
Do mar e sua maestreza

Influentes gravitacionais
Apresento-lhes o sol e a lua
Mesmo as marés não sendo iguais
Jamais deixarão sua candura

Um quadro pintado
Que transmite tanta paz
O seu imo adornado
De magníficos corais

Hipnotizam
Com o seu vai e vem
Nos tímpanos tilintam
Ondas sonoras do bem

Sonido agradabilíssimo
Toca a canção divina
Orquestrada pelo Altíssimo
Cristais que abraçam a brisa

Velocidade que aumenta
Tornando-a gigante
Até encontrar-se com a areia
Desfazem em tom cintilante

Patricia C.