Um exercício
Dentro do próprio caminho
Interno
Implícito
Algo subentendido
À quem se faz entendido

É inverso
Verdadeiro retrocesso
Põe a vasculhar-se
Dedicar-se
Sem impasse
Como arte desenhar-se

É tão íntimo
Que é você e seu imo
Na busca do paraíso
Intrinsecamente envolvido
Motivação vira vício
Alimenta-se pelo espírito

O qual nos faz crescer
Em dimensões sem limites
Tudo porque quer viver
E o amor é o que transmite
Não agride
Não se agride
A paz é o que se permite

Impulsiona-se a tranquilidade
Não deixa o que está fora entrar
A não ser a liberdade
Esta pode lhe habitar
Em seus átrios dançar
Sua alma levitar

Dá o que tem
E o que tem é serenidade
Não faz e não é refém
A não ser da alacridade
A qual tem por veracidade
E transborda em som da verdade
Com seus atos em simplicidade

Promover a própria paz
É como atracar-se em cais
Elevar-se em meio aos mortais
E jamais olhar para trás
É assim e um pouco mais…

Quem quer de fato ter paz?

Por Patricia C.