Num quadro pintou-se em tela 3D, pela vontade do ser, o fez resplandecer. Em cartela de cores vivas, acentuadas em movimentos, em toques do tom da vida, desenhou diversos monumentos. Tudo para Si, o ser único dentro de um gigantesco universo, o Seu maior desejo cabia dentro de um inverso, só não nestes pequenos versos. Sua vontade explícita fez a tudo criar, mas de maneira empírica, seu produto fez-se borrar. O Protagonista das telas, pincelou cada detalhe a Seu favor, mas até hoje não soube o porquê a tela da vida manchou. Talvez seja porque quiseram tomar Seu lugar, mas quem saberia de fato, a Sua arte pintar? Desconhecem de onde provém o gelo, e não sabem clonar sequer uma lágrima, ficaram fora de contexto, descreveram-se em literatura sátira. Uma vergonha alheia, fizeram do Protagonista o figurante, desdenharam da centelha, que os acendeu desde o surgir, continuamente até adiante, sem fim, por toda a eternidade, mas preferiram assim, serem fugitivos da veracidade. Não sabem seus lugares de fala, não colocaram-se em seus lugares, suas bocas proferem espadas, que matam somente os covardes. Quem dera pudessem amar a hermenêutica do amor, adentrariam seus papéis, e seriam poetas do Eu Sou. Voltariam-se à seus lugares, constrangidos em humildade, abririam-se à verdade e alcançariam a liberdade. Reconheceriam o verdadeiro Protagonista, o Criador de tudo o que há, o verdadeiro Artista que a tudo fez-se criar!

Patricia C.