É tempo de guerra, mesmo assim o amor está levantado, eis que clamei por minha terra, meus pés desviam deste campo minado. Lá fora só ouço o sussurro do vento, nada por aqui mais me interte, continuo aguardando no tempo, sei que o amor não fere. Compreendo cada passo, enxergo cada ação, o assoviar do meu anjo faz-me dançar no compasso, são tantos detalhes, mas sei que pego a visão. Meu coração quebrantado e contrito bradou sutilmente, não foi algo ensaiado ou fingido, mas naturalmente, como deve ser, nada forçado, e ao anoitecer, veio em sonho atrelado. Fez-me acordar numa noite, pôs-me a pensar, mostrou-me novo horizonte, a saída deste amargo mar.

É difícil ser compreendido dentro do caminho que só você anda, mas sou eu quem devo passar. Uma palavra mal interpretada muda todo o sentido e por vezes cansa, mas meus pés jamais vão parar de andar. Um guerreiro também chora, e isto não o faz covarde, e quando em oculto ora, Deus lhe envia o selo da liberdade. É impressionante como vem a resposta daquilo que tu pedes a Deus, àquele que atenciosamente lhe abre a porta, com todo carinho ensina a ser Seu.

Pedi e Ele atendeu-me, desenhou Sua estratégia para derrubar os inimigos que há em mim e isto fortaleceu-me. A luta continua, aprendi a me defender, houve novo planejamento em minha busca, agora é pôr em prática e reverter. Percebi que não é do meu jeito nem no meu tempo, mas a ordem é persistir e aguardar até que a voz do céu ecoe no templo. A obediência traz a paz e o compreender é fundamental, quando se é veraz, torna-se transcendental.

 

Patricia Campos

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