Desde o cordão umbilical aos grilhões invisíveis, há denotação de um prisioneiro real em diversas situações extremamente sensíveis. O pó cortado do pó, sem dó emite o ruído do medo, até remete uma tal liberdade, porém era apenas do cativo o começo. Haveria muito a vir, a prisão da competitividade, sem previsão de fim, a comparação parecendo legitimidade, tudo fora de contexto, enfim. Triste enredo, dor no peito. Quem tem este direito, de querer que o outro seja perfeito? Não que não deva ser, mas que seja natural, sem forçar seu ser, mas ser no intelectual. Então jorram-se palavras direcionando uma vida oca, no pescoço a navalha e no coração a forca. Pesam os pés, incomodam os ouvidos o arrastar das correntes, a rotina que o põe em pé e as preocupações são frequentes. Entrou num emaranhado, feito novelo sem fio da meada, deixou-se aprisionado, sua alma trancafiada.

Aos olhos do mundo estava de vento em popa, um vulnerável rumo, um dia chegará sua conta. Porque é assim e assim que é, uma hora chega ao fim e não terá como dar ré.

E o coração sente que deveria ter gritado, olhado nos olhos de quem o fez deprimente e dizer: não quero e não serei seu espelho fracassado! Vou atrás da minha liberdade, não precisa me acompanhar, ao meu lado quero só quem é de verdade, os que podem ensinar-me a voar. Que tiram-me os fardos, que jogam a libertinagem longe, que sirvam-me de calço que em meu paraíso sejam fonte, trazendo-me a água pura, que matam a sede do meu libertar, que mesmo com dor pela verdade mostram-me a cura e pelo amor ensinam-me a transformar. Eu só quero ser refém da liberdade e poder voar com a sabedoria, minhas asas da alacridade, minha carta de alforria.

 

Patricia Campos

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