Deparou-se ao seu espelhar
Acreditou que bastava-se
Narcisa desde pequena
Mas o que adiantava-lhe?

Julgava-se são
Seu doentio coração
Falta-lhe interpretação
E assim seguia o refrão

É do meu jeito,
Não tenho tempo
Mudar, esquece!
Sou assim mesmo
Refletida em rio em ego tece
Não via em si defeito

Transformar é valioso
Há de alicerçar-se em humildade
Somente o sábio aceita este confronto
Envergando-se diante à verdade

A beleza verdadeira mora dentro
Traz consigo o desejo de evolução
Une as pálpebras e viaja em pensamento
Faz de tudo pra curar seu coração

Pois é ele quem segue adiante
Quando o pó adormece sem vida
Ó vaidosa rastejante
Dobre-se à simplicidade que por ti foste esquecida

Escancare suas janelas
Sinta a brisa tocar-te
Liberte-se desta cela
E saia por aí à voar

Esqueça teu sistema
Ele não lhe adiantará para nada
A mudança para ti é um dilema
Metamorfose ó lagarta

Há uma complexidade envolta
A qual deva enquadrar-se
A cada gota leve em conta
Que unidas poderás banhar-te

Socialize-se!
Precisamos uns dos outros
Conscientize-se
Até que faça parte do todo

Temos que respeitar as diferenças
E aprender de fato a nos amar
O amor não traz desavenças
Sobretudo a compreensão nos faz transformar

Patricia C.