Diante tamanha grandeza
A tolice causou cegueira
Dispersou a destreza
E a alma desceu ladeira

Como fazê-los enxergar
Se o mal são os seus olhos?
Derrubam-se sem lar
Extinguiram-se os sóbrios

Vem o sol
E a sua volta à sombra
Reflete ao chão o girassol
E aos sábios, pensamentos rondam

São comparações explícitas
À quem quer compreender
Perene, vitalícia
Eis a fonte do saber

Notável ao sensível
Onde a percepção é inerente
Evidencia indiscutível
E em cada ação és presente

Na manifestação de um broto
Visível a olho nu
A perfeição que é envolto
À mão traz segredos do sul

Pela água há transformação
Pela terra há plantação
A consciência é o coração
O portal da salvação

Sombras em alegoria
Denotam simples sinais
Quando entendidos transborda vida
Perfazendo-os em almas imortais

Para quem sabe ler
Um pingo é letra
Sonha em transcrever
Pra bem longe deste planeta

Apercebendo-se
De que somos maiores que nossas sombras
Metaforeando-se
Águas de gigantes ondas

Patricia C.