Calejou-se diante as tempestades
Usou destas águas para purificar-se
Seu olhar foi de encontro a verdade
Permitiu que o amor lhe adentrasse

Tornou-se mar calmo
Profundo
Naquilo que um dia foi falto
Transbordou-se em meros segundos

Quis ser assim
Estar…
Não conformou com o fim
Então buscou se eternizar

Não seria fácil, nada é
Pior seria desistir
Venceu o próprio cansaço
Seguiu firme em prosseguir

Eram tantos exemplos
De como não se deve ser
Guardou no relicário em seu peito
Que não iria enfraquecer

Já bastava seu teto de vidro
O qual precisava fortalecer
Que dirá um coração de vidro
Que quebra, e deixa de ser

Não contentou-se com pouco
Nem deixou abalar-se
Vestiu um sorriso solto
E foi atrás da alacridade

Mesmo sujeita à fraqueza
À ela não se dobrou
Transformou-se em fortaleza
E seu coração não quebrou

Formou-se solidez
Mas ninguém viu o caminho que trilhou
De tanto umedecer sua tez
Veio o sol e a secou

Encoraja-se ó coração
Jamais perca a esperança
Que o amor torne canção
E que seu balançar seja dança

Patricia C.