Cenários transitórios
Vem e vão
Despercebidos passam em seus olhos
Que dirá a transformação ?

As mãos que derrubam
Mas há quem levante
Os tolos deturpam
Mas o céu segue adiante

Torna-se relevante
Enquanto há vontade de erguer-se
Pela força de uma constante
Como peteca suspender-se

Tudo muda
Transmuta
Mesmo que esteja oculta
A vida inconteste, quieta e muda

O tempo é modificado
Os ventos deslocam as folhas
O nível das águas também tem mudado
Só não mudam as más escolhas

Os pássaros migram
E os brotos florescem
Arbustos pela vida gritam
E a fotossíntese permanece

Mas o imo
Continua igual
Adormecido
Deitado sobre o mal

Deviam olhar-se
Vasculhar cada canto de si
De forma alguma ocultar-se
Até metamorfosear-se sem fim

Converteria suas mãos em asas
E sairia por aí a voar
Seu peito abrigo é casa
Do anjo eterno és lar

Patricia C.