Quem fala tem que agir, quem impõe tem que ser. A começar em mim, agir por mim, primeiro eu, depois o próximo, isto não é egoísmo, mas como eu vou passar confiança para as pessoas se eu não cumprir com o que falo? O sentimento de minh’alma tem que ser pelo celestial, este mundo vai passar, como tudo passa neste mundo. Até que a carne tenta te prender, tenta te colocar para baixo, até que ela tenta e passa a impressão de que é eterna, mas quando cai, não há mão que a segure, pois, suas escolhas já escolheram seu tombo. O pó tenta pesar mais na balança, tenta ser mais importante, mas no fim não passa de pó. Como é que firmada em base de areia minhas palavras vão passar alguma força para o próximo? Como é que correntes vão me deixar pregar a liberdade? Como é que um campo murcho vai me deixar falar sobre a vida? E como é que o ódio vai me deixar pregar o amor?

Você demonstra ser e sua boca confirma seus atos. Comecei em mim, e o mundo por enquanto ficou mudo, purifique-me, oh! Céus, até que eu possa ser lar. Que da minha boca soe a verdade, e minhas ações confirmem meu clamar. Minha espada crava o peito de meus inimigos, e aos poucos meus passos são mais firmes, que um dia eu corra como as gazelas do campo e voe como os pássaros do céu. Mas hoje sou aprendiz das estrelas e ouço atentamente o seu chamar, sua chama me invade, brasa viva é seu nome, e seu tocar arrepia até os ditos peitos de aço. Não se cala e não cansa, o tempo todo na batalha, sou como uma criança, aprendendo a andar.

Por Luiza Campos