Como descrever a dor?
Não há pincéis para esta tela
Perdeu-se o dom e a cor
O espelho encarcerado em cela

A vida é a cura
Luminescência em pingos celestes
As gotas de sua chuva
Bordam uma nova veste

A felicidade se cria
Como castelo bem fundado
Alicerce e base em sabedoria
Um tom bem elaborado

A espada se levanta para guerra
Sua lâmina já cravada em outros corações
Os sangues caem da terra
E o fim do caminho se dá de suas ações

Busca um renovo a cada aurora
Compreender é a chave para saída
Ser flor que um dia aflora
Em seu jardim cheio de vida

O remédio para o ardor se encontra no imo
Nas entranhas da compreensão escondida
Quem se adorna com seu linho
Se faz realeza, no alto da pirâmide infinda

Traços muito bem definidos
Um caminho já montado
Não há brechas para tropeços indefinidos
Voou, passarinho revigorado

A esperança no arco-íris
Aliança inquebrável
A porta para a saída de suas crises
A simetria do inimaginável

Por Luiza Campos