O desconhecido causa espanto
Desconhece seu reflexo
Seu peito aos prantos
Pensamento complexo

Quem é para se descobrir?
Abrir as portas e desbravar
Plantar o bem e florir
Uma nova jornada para navegar

As ondas tão furiosas
Sem lei e sem hora
Não tem as rédeas, não aflora
Nadar no invisível, o tempo é o agora

Ser liberto de cada amarra
Encontrar a saída de tanta dor
Saber onde estão todas suas falhas
E cura-las com sabedoria e amor

Descobrir-se como ser e consciência
Abrir-se para o calor entrar em seu coração
Compreender sua essência
Iluminar sua escuridão

Seu tom em alvura sob a tela
Traçada com toda delicadeza
A destreza tão bela
Transparece em gotas transbordadas de pureza

Mergulhar em seu profundo
Entender-se de fato
O mundo tão corrompido
Porém seu interno, estupefato

Abrir e se descobrir
Refletir-se, conhecer toda sua imensidão
Como luzes ao porvir
O conhecimento de sua vastidão

Por Luiza Campos