Sua dor inexistente
Sentimento incompreendido
Não demonstra, sente a mente
Laços do peito vivido

Como gravidade
Um peso sobre seu caminhar
Uma luta pela liberdade
Poder ser e começar a voar

A primavera se desencontra
Às vezes se esquece
Sua cor não se encontra
Uma culpa que não se tece

Campo gravitacional
Sua fala mórbida vai ao chão
Luz se apaga sem moral
Um conto, trajetória de seu coração

Traçou sob a esfera sua base
Deu seus nós
Quem encontrará seu enlace?
O fim não se dá piedade e nem dó

A pena se dá pelo crime
As leis já foram impostas
Quem reluta contra o que existe
Não consegue abrir as portas

Ao caminhar sente seu pesar
Cada passo dado um clamor
Sente a fúria do mar
E não entende sua dor

Seu fardo invisível
Por que tão pesado?
A fala perecível
Se esquece e fica no passado

Debate-se sobre a areia do deserto
Suas asas machucadas não conseguem se libertar
O peso de um tom incerto
Não sentir-se livre, amargar

Sua força tão perto
Com um start se inicia
Pratique o princípio certo
E a noite se fará dia

Por Luiza Campos ?