Sua complexidade em tom
Diferenciado, sem lei
Seu andar carrega um dom
O raciocínio denomina seu rei

A poesia invade sem perguntar
Seus olhos enxergam a imensidão
O infinito mergulhando em mar
No oceano de seu coração

Universo invertido em seu peito
O que era bom virou pó
Abrir os olhos de outro jeito
Enxergar o que antes era nó

Complexo no inverso
Terras desconhecidas para o mortal
Só alcança quem mergulha nos versos
Compreendendo a voz eternal

Alma de tão pouco conhecimento
Coloca-se no alto do monte
Sua verdade é sem discernimento
Acostumou-se, não sente nem mais fome

A dificuldade plantada em seu jardim
Ervas daninhas já se apoderaram da plantação
Quem pode mudar seu fim?
Apenas você pode mudar esta situação

O que era para ser simples virou tua pedra de tropeço
Não anda e sempre dá ré
Não enxerga seus medos, seus erros
Se desconhece, da cabeça aos pés

Ouça a brisa que sussurra
Seu proclamar tão sereno
Responde perguntas e dúvidas
Que se questiona a tanto tempo

Por Luiza Campos