Se foi o tempo de malmequer, onde cresciam espinhos em minha linda rosa, se foi o tempo e hoje está sozinho, não há prosa e companhia para seus ponteiros. Jardim florido há de ficar nu, és belo, sim é, porém, cheio de dor e amargura, suas raízes carregam espinhos e suas pétalas aos poucos envelhecem, sua cor vai se desbotando e a chegada do outono é o fim de sua história. Que o bem-me-quer faça parte de cada célula do seu corpo, desfolhe-se e venha renascer, desfolhe a dor e as feridas, doe-se a vida, entregue-se a luz, girassol brotará e será completo com o sol, revigore-se e venha à florir. Paciência foi o que o céu ditou e em meio seu oceano creio em suas palavras, infinito traz a completude que transborda em meu solo, sou o ventre que gera luz, sou universo, sou alma. Desfolhar a flor em todo ato de dentro para fora, como deixar sua confiança com o vento sabendo que o tempo que tem é o agora. Quando a primavera chegar sua tela se encherá de cor, seus olhos enxergarão toda sabedoria de um novo ciclo, seu coração será mais leve por não ter que carregar os espinhos, e que daí em diante suas escolhas não plantem mais a dor e sim a compreensão.

 

Por Luiza Campos

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