O que lhe aflige?
Por que de tantas preocupações?
Seu enlace distingue
Quem compreende os corações?

Sua luta pelo nada
Recompensa sem virtude
Um ato emergido em ondas falsas
Som sem amplitude

A erva daninha que se dá como flor
O pó tão sem base se veste com falsidade
Pensamentos sem valor
Um tom sem verdade

Prega o evangelho do céu
Porém não compreende seu mandamento
Seus problemas cobertos pelo véu
Sem conhecimento, discernimento

A entrega é verdadeira e absoluta
Seus passos são harmoniosos com a divindade
Não há incertezas nesta luta
Dar as mãos a liberdade

O que lhe aflige é a questão
Se Deus proverá por quê a dor em seu peito?
Tropeçou em sua própria ação
Falou muito e não deu seu respeito

Deus proverá não é uma fala sem sentido
Mas é sentida pelo coração
Enxergar o que é corrompido
E acrisolar-se para a eterna manifestação

És lar para a eternidade
A casa de toda luz
Como pode abrigar a divindade
Se de fato não reluz?

Entregue-se como Abraão
Acreditando sem ao menos questionar
Um ato próspero para toda imensidão
Apenas crer, que tudo irá se encaixar

Por Luiza Campos