Sua fala amarga
Cai sobre sua alma
Como noite frustrada
Ditada sem calma

A dor de ser
Simplesmente estar
A boca se cala sem saber
E a eternidade se perde no olhar

Calúnia em tom sincero
O espelhar de um rosto falso
Seu peito não muito honesto
Tropeça em seus próprios passos

O nó se dá em suas entranhas
Sufocando o raiar do amanhecer
A infelicidade é tamanha
Que não se sente bem em viver

Sua rotina e sua ordem
Se trancafia em suas correntes ao fenecer
Com a chave na mão se vê em desordem
Então desvenda a questão, o problema é você

A luta se dá dia após dia
Areia movediça causa desânimo
Com calma se encontra a sabedoria
E ela se perde com o pânico

O casulo está se quebrando
Por que não quer voar?
O pranto vem se doando
Mas uma hora ele vai acabar

Abra as asas e não se limite
O infinito lhe dá as boas vindas
O soar de seus pensamentos lhe coíbem
Feche os ouvidos e veja as coisas lindas

Liberte-se de você mesmo
Que sua fraqueza se faz seu peito
Cure a dor de seus erros
Se orgulhe do que tem feito

Sua pena se dará na eternidade
E lá verá seus princípios
Quem buscou a liberdade
O cair do pó será seu início

Por Luiza Campos ?