Espelhou-se e transbordou
Como água cristalina
O fundo do peito radiou
Transpareceu alma limpa

Sentido no coração
Arrepiando a essência do mar
Nuvens sob o chão
Alvura habitando em seu lar

Espelha seu interno
De dentro para fora
Uma mudança para o eterno
Um ato sem lugar ou hora

Olhos radiantes como o sol
Peito infindo como o universo
Gira como girassol
Em busca das luzes de seus versos

Lugares desconhecidos
Nunca vislumbrados
Novos instintos
Outros sentidos aguçados

A distinguir o mal e o bem
Saber o caminho da vida
Uma visão muito além
Coberta pela sabedoria

Resplandece a todos
Como diz ter mudado se não demonstra sua ação?
A estrada molda o peito indouto
Não há mudança se não houver a entrega de sua imensidão

Transformar espelhado
Dança como as águas do rio
É evidente a todo ser ao seu lado
Mesmo estando vazio

É preciso mudar
Deve permitir-se a mudança
Um dia tudo irá acabar
Deve eternizar-se com a infinda aliança

Por Luiza Campos