Seus olhos vagam pela maré
Renascia como o sol ao amanhecer
Arco-íris monocromático sem fé
Pulou, querendo se esquecer

Tocou o céu
Por um instante
Encontrou o véu
Como amante

Casamento sem aliança
Sem promessas, amargurada
Era a falsa confiança
O pó em fala rasa

As águas iriam lhe abraçar
Após seu despencar
E a criança que lhe assistia
Não parecia gostar

Tristeza em verso sem lei
Tons embriagados
Momentos que não desenhei
Ficaram quase apagados

Agora um novo caminho
Uma nova jornada
Espero que sem espinhos
Mesmo que rosa brotada

Há esperança
Sempre haverá se buscar
Porém o pranto traz desconfiança
E enfraquece seu lar

Mesmo que doa, tente
Se jogue sobre o desconhecido
A vida que se tece
Estará pronta para ser seu abrigo

Por Luiza Campos