O peito fala por si só
Quando há dor ou felicidade
Tudo parece um nó
Porém as respostas estão na simplicidade

Não se explicam de fato
Mas seus brotos contam a história das raízes
O farol brilha intacto
Já entendeu suas diretrizes?

O pó traz seu esvanecimento
Com isso estremece seu coração
A falta de discernimento
Corrói aos poucos sua imensidão

Meus laços enlaçam meu caminho
Com eles posso sorrir ou prantear
As escolhas são escritas a mão em meu pergaminho
Os extremos vem para acenar

Para quem abre as portas?
Eis a questão
A dor por se sentir vazia e morta
Simplesmente por estar presa a escuridão

O pincel colore a tela
Como um filho que abençoa a mãe em seu ventre
O sentimento transparece em alma bela
Ao germinar a vida em sua mente

Os sentimentos não se explicam
Porém tem seu começo
A moral do que se planta
A impressão de estar virado do avesso

Traga para dentro coisas do bem
O arco-íris se eternizará em todo o universo
Os sentimentos vão muito além
Por isso a necessidade de plantar a vida em cada verso

Por Luiza Campos