Sua procura que não se traçou, por isso a falta de fatos em sua mesa, suas cartas que vão se findando, faltando jogadas em seu raciocínio. As respostas têm que ser encontradas, não se acha por acaso, o caminho deve ser trilhado para brotar luz sobre seus passos, e desistir não pode estar em sua mente. Os rastros devem ser firmes, assim como a pergunta inicial, se deve buscar, assim como buscam os tesouros nas profundezas, encontrar as respostas é encontrar tesouros no coração. O que lhe interessa? O que deveria lhe interessar? Realmente é o que busca? Nós viemos a este mundo, do barro o pó foi formado, qual a razão e seu propósito?

Muitas vezes a crise de identidade é perguntada por uma única razão, ter a resposta que deseja, construir uma história, encaixar sua vida, porém, tudo traçado em tela sem cor. Por que viemos a este mundo? Eis a questão, a resposta habita na simplicidade, e quase sempre não é bem vinda para o coração. Sabe o que é mais triste? A falta de querer, o não se posicionar, ficar quieto, esperar a mudança chegar em sua casa ao invés de levantar e construir sua moral. O mundo desaba como as folhas no outono, e os peitos se congelam como as águas no inverno, e as respostas se perdem em tantas perguntas sem sentido e sem porquês. Minha alma desaba ao pensar, desafinaram seus instrumentos, desenharam outro rumo, um coração se perdeu e com ele todas as gerações. As perguntas continuam sem respostas, por que elas não existem? Não, com certeza não. Simplesmente porque não buscam.

 

Por Luiza Campos