Engraçado que o tempo corre
Os dias se vão
O corpo morre
E não descobre da onde provém seu coração

Uma pergunta simples
Um tom desesperado
A fantasia insiste
Porém, sempre cai em seu estado

Quem somos senão nossa essência
Com ciência e inteligência
Talvez consciência
Talvez? Certeza em incoerência

Quem é você?
Por que a falta de base?
Está por qual ser?
Balançou seu enlace

As pétalas caem e murcha a flor
Os olhos desabam e chove a dor
Infelizmente encontrou-se sem valor
Quem sou eu? Por que vim e para onde vou?

Quem somos na real?
No fim do dia onde se encontra sua alma?
Agora já é questão moral
A personalidade do nascer e se pôr sua alva

Por que choras ao deitar?
Por que pesa tanto seus dias?
A carne pode ser um fardo sem lar
Virando um quisto na sola de sua sabedoria

Os pingos se repetem
Como percussão mal tocada
Os céus estremecem
Consciência não encontrada

Pode ser luz, pó ou espelho
Depende de sua visão
Reflete o caminho em cacos vermelhos
Espinhos se desencontram em sua escuridão

Quem somos e porque somos
A vida responde-lhe tão facilmente
Mas a busca ultrapassa quilômetros
Sendo que a resposta está em sua própria mente

Por Luiza Campos