O céu bordou no solo rastros de luz, onde vagalumes acendem os passos para que o coração tenha uma diretriz, a vida por si só já se faz a bússola que se encontra com a eternidade e seu sentido nunca irá mudar. Um caminho de descobertas, autoconhecimento, mergulhando em suas intenções e desejos, refletindo sua alma de dentro para fora e acima de tudo a luta para se reconstruir em cima da rocha. Nossos caminhos se cruzam pela matéria, a existência e seu estado, a partir daí há uma necessidade de metamorfose, trocar de ser, como trocar de vestes, tecer um novo vestido com novos tecidos, nova seda, novo tudo. Neste caminho não há brechas, não há atalhos ou forma de contornar, apenas um sentido, uma direção, não conseguimos passar ele sozinho, precisamos da luz da vida que está em nós, ela vai nos guiar, não deixará que nossos pés resvalem para o precipício e segurará nossas mãos em todo passo dado. Pode doer, e vai doer, fazer a ferida, mas vai curar, e um novo broto nascerá e dessa vez não haverá sofrimento, mas só vida e paz.

 

Por Luiza Campos

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