O soar das águas preenchem o coração, transbordam calma e serenidade, não há paz sem a vida completando o peito, uma união, simetria, um só corpo, uma aliança para toda eternidade. O pó por mais insignificante, pesa na balança, teus pensamentos e teus passos se curvam diante a irrelevância do tempo, pois a ampulheta atormenta aqueles que a tem, e quando a última gota cair tudo se vai junto com ela. A leveza se encontra na brisa do coração que sussurra a verdade e a segurança para seus passos, e assim carrega a serenidade consigo, pois veleja nas águas tranquilas da consciência. Para alcançá-la há de levantar e começar sua luta pela paz, após tanto tempo em frustrações é preciso uma transição, e seu reflexo não se reconhece, tanta luta por nada, uma felicidade corriqueira, um tempo perdido, derrotas e mais derrotas sem dignidade. O que lhe preenche fica as traças, como algo sem valor, sendo que só a vida traz-lhe temperança, destreza e compreensão de todas as coisas. Esta falsa alegria não dura por muito tempo, são momentos rasos sem base, a falta de entendimento entristece o peito, por isso a luz habita em suas entranhas, coloque-a no pico de seu universo que tudo irá resplandecer. Não haverá incertezas, e tudo estará as claras, e seu semblante manifestará a serenidade de seu imo.

 

Por Luiza Campos