Veio do céu a Terra
Dar amor e resplandecer
Uma luz em meio tantas trevas
Buscar a consciência de seu ser

O verbo se faz ação
E sem vida nada seria
O palpitar do coração
A fala da sabedoria

O sol e seu calor
Brasa viva que invade meu peito
Canto o mais alto o meu clamor
Não calo nem mesmo em meu leito

O verbo de Deus habita em mim
E saltito como as gazelas dos campos
Não há começo, meio ou fim
A coragem vem para secar o pranto

As gotas escorrem sob o solo com sabedoria
E vão até seu destino final
Tudo regido com maestria
Orquestra que fala e mostra sua moral

Ação incompreendida
Mergulharam tanto para se deparar com energia
A dor de não ver a vida
De não compreender a fala cheia de harmonia

O passarinho de fato só
Carrega em seu bico uma floresta
Plantou para nascer o pó
E o propósito florescer na terra

Brincaram muito além dos limites
Enfureceu-se o céu
Hoje nada coibe
Deliberou-se o fel

A vida tão bela
Pranteou ao ver esta cena sem verdade
Somos pintores em frente a tela
E o desenho decifra sem verbo toda a eternidade

Por Luiza Campos