A luz da justiça sobressai em intenções, resplandece o desconhecido e revela aos corações. As trevas não se escondem, os desejos não consomem, a fala tem sua ordem e seus erros se assumem. A vida brilha no alto cume, como luminescência em alvor, a paz que se consume, o brotar da flor. Vereda da justiça, os passos dos sábios, a voz da sabedoria, proclama em seu sábado. Como vaga-lume em seu peito, traça os rastros pela eternidade, se apresenta o ser perfeito, apagando o passado de calamidade. Os passos se afunilam, como reses ao matadouro, mas seu fim engrandece a maravilha, e no céu guardou seu tesouro. Vereda da paz, longanimidade, a voz que apraz, o clamor da verdade. O soar das trombetas avisam sua guerra, como soldados se alinham em seu campo, o seio amamenta o poeta, gerado em seu ventre revestido de branco. Como pode solo fértil gerar tantas ervas daninhas? O mundo cala-se, almas sozinhas, quem pode beber deste cálice? Dói de ver, pensar e saber que há. Dói para mim, para você, e para o mundo que não vai lutar. Seguir seus próprios caminhos não levam a lugar algum, a base da rocha fica em outra direção, assim só será mais um, que escreverá sua própria perdição.

Caminhe no reto entendimento, não coloque ou tire uma vírgula do lugar, seja autêntico, que esta guerra irá ganhar.

Por Luíza Campos