Agracia ao soar
Como lírios do campo
Não há peso ao cantar
Como bailarina em pano branco

Sua tez esbanja luz
Expressando em voz emoção
Sentimento que reluz
A todo e qualquer coração

Suas ondas devastam o peito
Oceano de novos conhecimentos
Entoa o que vem do ser perfeito
Luminescência no alto do entendimento

Os passarinhos agradecem quando canta
O bem-te-vi bem te olha de longe
Alegre como brincar com criança
Além deste mundo, além deste horizonte

Há muito para se saber
Porém sua voz carrega a força da batalha
Lâmina atravessando o anoitecer
Guerreando pelo dia nas almas

Voz de veludo
Fez sua queixa
Realmente, acima de tudo
Não se deixa

A brisa que invade devagar
Mistura-se com a sonoridade de suas entranhas
Acaricia o instrumento que se faz lar
És obra prima, a fala da confiança

Voz de veludo que se aconchega
Muito bem recebida ao escutar
Propaga os sons que o mundo não tem destreza
Luzerna, o tom de todo seu cantarolar

Por Luiza Campos