No meu inconsciente sempre estive sozinha sentada no banco da praça, eu que na minha mente imaginava e enfeitava muitas coisas a respeito de mim mesma e das pessoas, percebi que convidei muitos “amigos” para sentar e conversar, e sem sabedoria ou falta de discernimento moldava aquela “amizade” para não perdê-la para que não me sentisse sozinha. Vejo que sempre estive só e que na maioria das vezes fui eu quem fiz os meus próprios laços. No meu banco poucos sentam para falar, pois o assunto que tenho no coração não os agradam, sozinha de tudo não estou, mas para este mundo e as pessoas que vivem aos arredores sempre estarei assim, como um visitante sentado no banco da praça…

Por Maria Lúcia